O preço é público.
A conta é sua.
O Sem Sigilo compara o preço que prefeituras pagam em compras públicas com o preço mediano pago no Brasil pelo mesmo item, e publica os casos muito acima dessa mediana — sempre com o contrato e a fonte oficial.
acima da mediana, em 0 casos publicados
Nenhum caso passou pelas seis checagens ainda. Quando o primeiro for publicado, a diferença entra aqui — e não sai mais.
A régua já está de pé
O projeto está na fase de prova de dados: a comparação de preços já funciona com dados reais, e é o que falta checar à mão antes do primeiro caso. Nada é publicado sem que uma pessoa leia o contrato original.
Enquanto isso, o que existe para ler é a metodologia: de onde vem o preço de referência, qual é a regra de entrada e o que ela não prova.
Preços públicos usados como referência
1.441
Quanto acima da referência vira caso
Não é um número só. O peso de um caso é o múltiplo vezes o dinheiro: três vezes a mediana num notebook avulso são poucos milhares de reais; duas vezes em duzentos notebooks são centenas de milhares. Por isso a regra é uma escada.
| Diferença total no contrato | Preço precisa estar em | Onde isso coloca a compra |
|---|---|---|
| a partir de R$ 500.000 | 2,0× a mediana | acima de 88% das compras públicas do mesmo item |
| a partir de R$ 150.000 | 2,5× a mediana | acima de 94% das compras públicas do mesmo item |
| a partir de R$ 50.000 | 3,0× a mediana | acima de 96% das compras públicas do mesmo item |
Abaixo do último degrau, a compra não entra — mesmo que o preço chame atenção. Preferimos não comparar a comparar errado.
Preço acima da mediana não prova irregularidade. Pode haver explicação legítima — quantidade, frete, prazo de entrega, exigência de edital. Por isso todo caso traz a ficha da compra, o documento original e a resposta do órgão, na íntegra.